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Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

Luís da Paixão Fernandes nasceu a 2 de Abril de 1915, no sítio da Boa Nova, freguesia de São Gonçalo, filho de António Fernandes e de Joaquina da Conceição.

Aos cinco anos aprende, com o seu progenitor, a tocar o machete de braguinha, e integra o grupo: “Viva a Sociedade da Música Nova do Canto do Muro”, fundado pelo seu pai, familiares e amigos, a 1 de Maio de 1920.

A partir dos nove anos de idade aprendeu a manufaturar obras em verga de vime com o seu pai e irmãos fazendo desse ofício, e da música bucólica, a sua forma de vida.

No auge da sua carreira como Industrial, contou com mais de duas centenas de trabalhadores, nas três fábricas industriais de obra em verga de vime nomeadamente: Santa Maria Maior, Caniçal e Curral das Freiras.

Em 1965 Luís da Paixão Fernandes, conjuntamente com sua esposa Zina Gonçalves Fernandes e Manuel Ferreira Pio, fundam a Associação: “Grupo Folclórico Cultural e Recreativo Boa Nova (atual Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova)”, com sede provisória no Caminho do Terço nº 10, freguesia de Santa Maria Maior.

Em 1967, Luís da Paixão Fernandes como Diretor artístico, consegue algo de inédito até à data na região: o grupo infantil participa no “II Festival Infantil de Folclore Nacional” em Lisboa, a 30 de Abril, classificando-se em 1º lugar. A 30 de Dezembro é a vez do grupo sénior arrecadar também o primeiro lugar num concurso regional de folclore “Festa da Cidade”, que contou com a participação de todos os ranchos regionais. O evento decorreu na Quinta Vigia, fazendo parte das festas de fim-de-ano de 1967.

Nas edições XXIV e XXVI da Festa da Flor, realizam-se os dois primeiros cortejos alegóricos deste certame, nomeadamente: 22 de Abril de 1979 e 12 de Abril de1981 (Jornal da Madeira, 11/04/81). Sob a tutela da Direção Regional de Turismo, Luís da Paixão Fernandes idealizou e construiu, coadjuvado pelos seus exímios operários, as duas maiores obras em verga de vime até à atualidade, mais precisamente uma réplica da caravela “São Lourenço” e o avião de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, tendo desfilado com os seus arranjos florais, pelos itinerários delineados para a efeméride, na baixa citadina, conjuntamente com o Grupo Folclórico, Cultural e Recreativo Boa Nova.

Como diretor e artista representou a região nos seguintes países: Portugal continental, Venezuela, Estados Unidos da América, Finlândia, Noruega, Suécia, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e as ilhas de Curaçau e de Tenerife.

Em reconhecimento pela vasta obra legada, a Câmara Municipal do Funchal, como forma de perpetuar a sua memória, decidiu através da toponímia por proposta da Divisão de Fiscalização Municipal, atribuir a uma artéria do Concelho do Funchal ao qual pertenceu, a rua Luís da Paixão Fernandes, localizada na freguesia de Santa Maria Maior, mais precisamente na paróquia do Bom Sucesso.

Falece aos 66 anos, a 14 de Janeiro de 1982, ficando por concretizar a sua maior obra de sempre: o comboio do Monte para a festa da flor do ano que pereceu.

Fonte: Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

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