Madeira

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A laranjada

Como é sabido, os arraiais madeirenses distinguem-se pelos produtos típicos colocados à venda nas “barracas”. As bonecas de massa e os colares de rebuçados são os artigos mais genuínos, embora com tendência, para estarem menos representados nas festas madeirenses. Em outros tempos era quase obrigatório levar para casa “um colar de doces ao pescoço” e uma boneca de massa, sobretudo para os mais novos.

As bebidas de arraial também foram mudando com os novos tempos. O vinho seco foi substituído pela cerveja e mais recentemente pela poncha regional, feita à base de aguardente, sumo de limão e mel de abelhas.

No entanto, antigamente a bebida de arraial era uma mistura de vinho seco com laranjada ou então simplesmente laranjada para os mais pequenos. A título de curiosidade refira-se que a Laranjada (refrigerante gasoso com sabor a laranja) foi lançada em 1872 pela Empresa de Cervejas da Madeira. Ficou conhecida como uma bebida popular da Região Autónoma.

Colares de rebuçados

No balcão de vendas, os colares de rebuçados de cores diversas despertam a atenção.

Registam ainda alguma procura, embora com significado diferente em relação a outros tempos. Quando o dinheiro não dava para grandes despesas, o colar de rebuçados era a alegria dos mais novos. Com o passar dos anos, a variedade de guloseimas aumentou e os tradicionais colares acabaram por ficar para segundo plano.

Menos coloridos, mas com sabor típico surgem os rebuçados de funcho com aspecto artesanal (feitos a partir da planta aromática - funcho - que, de acordo com referências bibliográficas existia em abundância na Ilha de onde terá resultado o nome do concelho do Funchal).

Mais recentemente a essência do funcho foi substituída por eucalipto, maracujá ou banana aumentando assim a diversidade do produto comercializado em pequenos sacos de plástico e consumido por residentes e turistas.

Bonecas de Massa

A boneca de massa é outro atrativo dos arraiais que esteve em vias de desaparecimento, pois durante muito tempo a actividade não foi retomada pelos mais novos.

É feita à base de farinha, água, fermento, corante de ovo ou de tangerina e um pouco de sal. Os ingredientes são todos misturados e a massa resultante é guardada em saco de plástico. Uma pequena porção de massa é retirada e trabalhada manualmente de modo a dar vida à boneca tradicional.

São utilizadas sementes para os "olhos" e fitas coloridas para os cabelos e roupa.
Depois vai ao forno durante 20 minutos e está pronta a ser vendida ao cliente mais próximo.

A tradição das bonecas de massa foi recentemente retomada pela Casa do Povo do Curral das Freiras que convidou alguns habitantes da freguesia para aprenderem a moldar estas figuras. De modo a cativar os mais novos estão a ser feitos testes para o fabrico de bonecas com outros aditivos, como é o caso do chocolate e do cacau. 

» A homenagem a “Maria Salomé”

Importa recordar neste espaço o enorme contributo dado por Salomé Teixeira, infelizmente já falecida. É considerada um símbolo da arte popular madeirense.

Maria Salomé Teixeira era natural da freguesia do Caniço. Produzia as conhecidas bonecas de massa ou bonecas de maçapão. Maria Salomé nunca faltava a alguns arraiais em especial à Festa do Senhor Bom Jesus da Ponta Delgada.

 

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