Retratos da Madeira

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Jantar Cantinho da Madeira

A Festa do Cantinho da Madeira terá lugar, domingo, dia 23 de agosto de 2015, no concelho de Santana a partir das 19 horas.
Venha saborear a gastronomia típica com animação a cargo de vários artistas da Região.

Festa de São Martinho

O Dia de São Martinho é assinalado pela Igreja Católica a 11 de novembro. Embora não se saiba ao certo quando se começou a celebrar a data na região, a verdade é que se trata de um costume antigo elucidativo da fé e das tradições do povo.

São Martinho, bispo de Tours (França) e antigo militar ficou famoso pela atenção aos pobres. Uma vida de caridade fraterna simbolizada na imagem da capa cortada ao meio para abrigar um mendigo.

Quando era ainda jovem soldado, São Martinho, encontrou na estrada um pobre entorpecido e trémulo de frio. Pegou no seu manto e, cortando-o em dois com a espada, deu metade àquele homem. Nessa noite apareceu-lhe Jesus em sonho, sorridente, envolvido naquele mesmo manto”, relatou o Papa Bento XVI no ano 2007.

Reza a história que, de repente as nuvens e o mau tempo dissiparam-se. Surgiram 3 dias de sol em pleno outono. Uma recompensa ao então soldado romano por ter repartido o agasalho com um pobre. Em Portugal, ficou conhecida a expressão “verão de São Martinho” associada a alguns provérbios.

Na freguesia de São Roque do Faial é recordado, anualmente, o “Tocar do Búzio”. A iniciativa é organizada pela Casa do Povo local. Pretende manter viva a tradição de provar o vinho no dia 10 de novembro e dá a possibilidade aos mais novos de tocarem um instrumento muito utilizado no passado.

Verão de São Martinho são três dias e mais um bocadinho

» O Magusto

O Magusto não é mais do que uma festa popular organizada de acordo com as tradições de cada região do País. Na prática grupos de amigos e famílias colocam-se à volta do braseiro onde são assadas as castanhas. Na Madeira, há a tradição de festejar o São Martinho com bacalhau assado e vinho novo. Diz o povo que “Pelo São Martinho, nozes, castanhas e vinho”.

» A Festa

O Dia de São Martinho é assinalado de uma forma particular na freguesia com o nome do padroeiro, no Funchal. As tradicionais romagens à Festa de São Martinho fazem parte do passado. Os tempos mudaram e, neste caso, a festa perdeu intensidade.

Ainda assim, são montadas barracas nos arredores da Igreja onde é vendido bacalhau assado, bolo do caco, pão com chouriço, castanhas assadas e as tradicionais bebidas de arraial. A animação musical fica a cargo da organização mas também dos grupos espontâneos que aparecem durante o período do arraial. 

Festa da Piedade

A tradição repete-se todos os anos na freguesia do Caniçal (extremo leste da ilha). Milhares de pessoas participam na festa em honra da Senhora da Piedade que se realiza no terceiro fim-de-semana de Setembro. 

Trata-se de uma festa em muito semelhante às restantes festas religiosas madeirenses. No entanto, existe uma particularidade.

A procissão é feita por mar até à pequena capela localizada no cimo da encosta.O ritual é o seguinte: no sábado à tarde, realiza-se uma procissão que se dirige à capela a fim de ir buscar a imagem que permanece na igreja do Caniçal até ao dia seguinte. No domingo, o povo junta-se numa nova procissão e vai recolocar a imagem no local de origem, terminando assim a festa.

Dia das Sete Senhoras

O 15 de Agosto ficou conhecido, em outros tempos, como o “Dia das Sete Senhoras”. Uma referência aos sete locais da Madeira onde se celebram as Festas Marianas que assinalam a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.

A tradição mantém-se e, em alguns casos, as celebrações, são consideradas as mais importantes para madeirenses e porto-santenses.

As festas decorrem anualmente, nesta data, nas seguintes localidades:

Nossa Senhora do Monte: freguesia do Monte (Funchal) e no sítio dos Lamaceiros (Porto Moniz);

Nossa Senhora da Graça: freguesias do Estreito da Calheta, Estreito de Câmara de Lobos e ainda no sítio da Graça (Porto Santo);

Nossa Senhora da Guadalupe: freguesia do Porto da Cruz;

Nossa Senhora da Ajuda: Serra de Água

As novas acessibilidades permitem aos forasteiros levar viatura própria quase até às “portas” do arraial. No passado os forasteiros vinham a pé de vários cantos da Ilha.

Em todos os casos a celebração religiosa é complementada com o típico arraial madeirense sendo, por vezes, a maior festividade da localidade por coincidir com a padroeira da freguesia ou sítio.

» Arraial do Monte

É o arraial de maior destaque no mês de agosto. Celebra-se a padroeira do Funchal e de toda a Diocese. Mais do que uma tradição, que se arrasta há largos anos, é acima de tudo uma manifestação de fé que atrai milhares de pessoas ao centro da freguesia. A festa estende-se do Largo da Fonte às Babosas, conhecida pela Capela destruída durante o temporal de fevereiro de 2010 (um novo projeto será erguido no mesmo local).

O ponto alto acontece na véspera, a 14 de agosto. Antigamente os romeiros vinham a pé, em romagem. Agora chegam de viatura particular, de autocarro e mais recentemente há quem opte por se deslocar ao arraial através do Teleférico que liga o Almirante Reis às Babosas. Um meio de transporte mais cómodo libertando o visitante dos problemas de estacionamento, sempre evidentes neste tipo de arraial.

A Festa fica marcada pela forte animação promovida, de forma espontânea, por grupos improvisados que ao som do acordeão, rajão e de outros instrumentos musicais, interpretam quadras ao desafio que chamam a atenção dos que por ali passam. Assim se justifica a expressão popular “No dia 15 de agosto, todos os caminhos vão dar ao Monte”.

As ornamentações merecem particular atenção complementadas com as tradicionais barracas de comes e bebes. A espetada, o bolo do caco e as típicas sandes de carne de vinho e alhos marcam presença obrigatória no arraial.

No dia seguinte a vertente religiosa destaca-se. É o culminar das novenas que antecedem o 15 de agosto (nove eucaristias que servem para preparar a festa). A cerimónia religiosa é presidida pelo Bispo da Diocese do Funchal. É também neste dia que os fiéis pagam as promessas. Alguns percorrem de joelhos as dezenas de degraus que dão acesso ao templo. As velas multiplicam-se bem como outros artigos em cera.

» Arraial da Graça

No Porto Santo o Arraial da Senhora da Graça é dos mais fortes da Ilha. Esta Festa está para o Porto Santo como o Arraial do Monte para o Funchal. No dia 14 de agosto é obrigatório subir à ermida da Graça. Um encontro da fé e da tradição.

A iluminação desce pela montanha ao longo de 500 metros aproximadamente. Na estrada empedrada juntam-se as barracas com as comidas e bebidas tradicionais. A Festa tem a particularidade de reunir os residentes mas também as centenas de pessoas que se encontram de férias na ilha, no mês de agosto. No dia seguinte é celebrada a Eucaristia seguindo-se a Procissão.

Nas restantes localidades da Ilha a Solenidade é assinalada de idêntica forma colocando em evidência a devoção do povo madeirense e de muitos emigrantes de passagem pela Região Autónoma.

Festa de Santo Antão

A freguesia do Seixal, no concelho do Porto Moniz, assinala anualmente a 17 de janeiro a Festa de Santo Antão. O padroeiro da freguesia é homenageado graças ao empenho do povo da localidade. Os festeiros vão porta-a porta recolher apoio financeiros para organizar o arraial que marca o fim das festividades do Natal. É uma espécie de Santo Amaro para o povo do Seixal. 

A Igreja é ornamentada ao pormenor pelas mãos habilidosas de algumas moradoras. Este ano, foram colocados cerca de 15 mil sapatinhos.
Como em qualquer arraial, as ruas são decoradas com ramos de louro, bandeiras e iluminação. Não faltam as barracas com comes e bebes e a animação musical.

Para angariar mais algumas receitas os organizadores promoveram a venda de rifas com oferta de vários prémios aos vencedores.

 

 

Festa do Panelo

A tradição repete-se, anualmente, na freguesia do Seixal, no Porto Moniz.

Tudo terá começado durante a II Guerra Mundial pela mão de um grupo de jovens do concelho que se deslocava para o Chão da Ribeira para tratar do gado. Os rapazes levavam carne de porco salgada que tinha sobrado do Natal e organizavam pequenas refeições com as couves, “semilhas” e outros legumes que eram colhidos diretamente dos terrenos. Gerava-se um ambiente festivo. Assim nasceu a Festa do Panelo.

A festa do povo

Muitos desconhecem a origem da Festa do Panelo mas, na verdade, a tradição resiste aos tempos modernos e junta várias gerações.

Atualmente o tradicional cozido à portuguesa confecionado com carnes, enchidos, batata-doce, “semilha”, etc, acontece no terceiro e também no último domingo do mês de Janeiro. Os primeiros forasteiros chegam ao recinto logo pelas 7 da manhã para garantir o melhor espaço. Tudo é preparado, bem cedo, em fogareiros a lenha junto aos conhecidos “palheiros”.

Para o convívio/festa cada um leva o que pode. O importante é criar uma espécie de arraial onde se juntam familiares e amigos. A panela, algumas com capacidade para mais de 150 litros, fica a cozer, a lenha, durante pelo menos 3 horas. Nesse período o tempo é de lazer ao som de instrumentos tradicionais madeirenses. Alguns grupos improvisados vindos de várias freguesias da Ilha passeiam de “palheiro em palheiro” distribuindo aos presentes boa disposição.

Os licores caseiros são presença obrigatória, muitas vezes, acompanhados por broas ou bolo de mel.

Chegada a hora do almoço, a panela é literalmente vertida em cima de uma toalha de mesa, regra geral de linho. É tempo de saborear o cozido feito com a ajuda de todos. O tradicional vinho regional não pode faltar.

Depois da farta refeição a animação prolonga-se até ao final do dia.

Os palheiros

Mais não são do que pequenas casas em pedra que outrora serviam para guardar os utensílios agrícolas usados no cultivo dos terrenos. Agora, os tradicionais “palheiros”, devidamente recuperados e adaptados, transformaram-se em uma espécie de “casas de campo”. Algumas estão mesmo disponíveis para aluguer a turistas e residentes.

O cartaz turístico

Os números não são conhecidos, mas as estimativas indicam que, todos os anos, milhares de madeirenses acorram ao Chão da Ribeira, por ocasião da Festa do Panelo.

Com o passar do tempo, o que era um convívio restrito cresceu ao ponto de, para alguns, já ser visto como negócio. Mais recentemente surgiram as primeiras barracas de comes e bebes, venda de bolos do caco, entre outros.

As entidades da freguesia sonham já em transformar a “Festa do Panelo” em um cartaz turístico e comercial. 

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Cantinho da Madeira

O Cantinho da Madeira é um projeto direcionado para a comunidade lusófona criado em julho de 2006. O portal, sem fins lucrativos, contempla uma rádio online com programas regulares produzidos por portugueses na diáspora.
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