Retratos da Madeira

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Farol da Ponta do Pargo

O Farol da Ponta do Pargo, localizado no concelho da Calheta, foi construído em 1922.

A torre tem 14 metros de altura e está instalada a cerca de 300 metros acima do nível do mar. A partir do Farol é possível observar a imensidão do oceano bem como a encosta até à freguesia das Achadas da Cruz.

Reza a história que foi nestas águas que os primeiros povoadores e colonizadores da Madeira pescaram um dos peixes mais abundantes: o pargo.

Desde 2001 o Farol possui um pequeno núcleo museológico.
Para quem desconhece, 
um farol é uma estrutura elevada dotada de um potente aparelho óptico (fonte de luz e espelhos ou reflectores), cujo facho de luz é visível a longas distâncias. É uma forma de avisar os navegadores a aproximação a terra.

Freguesias da Calheta

A Freguesia da Calheta foi criada no ano de 1430: é uma das mais antigas da ilha da Madeira e foi uma das primeiras a ser explorada pelos primeiros colonizadores. Actualmente conta com 3403 habitantes (Censos 2011). O orago é o Espírito Santo.

Estreito da Calheta

Freguesia criada no Século XV ficando o seu nome a dever-se à denominação de um pequeno lugar: estreito. De acordo com os Censos de 2001, esta freguesia acolhe 1667 habitantes.

Jardim do Mar

É uma freguesia pequena procurada sobretudo por surfistas que encontram naquela localidade as ondas propícias para galgar. O orago é Nossa Senhora do Rosário. De acordo com os censos de 2001 tem 202 habitantes distribuídos por uma área de 2,55 km².

Paul do Mar

O seu nome fica a dever-se às características geográficas da localidade que em tempos chegou a ter uma indústria de conserva de atum para exportação. Ainda hoje continua a ser um importante centro piscatório.
As ondas são consideradas das melhores da Europa. Um facto que é aproveitado para a prática de surf.
Nesta freguesia podemos apreciar azulejos pintados à mão, trabalhos em canavieira bem como figuras feitas com palha de bananeira.

 Ponta do Pargo

Apesar das novas ligações viárias continua a ser uma das freguesias mais distantes do Funchal. Está situada no extremo sudoeste da Madeira. O seu nome deve-se à pesca de um peixe que dizem ser muito semelhante ao Pargo.
A costa marítima é considerada perigosa para a navegação, razão pela qual foi construído um farol na Ponta da Vigia, inaugurado em Junho de 1922.

Arco da Calheta

Freguesia criada em 1572. Acolhe 3113 habitantes.

 Fajã da Ovelha

O nome desta freguesia está eternamente associado a um fenómeno que continua vivo na memória do povo. Reza a história que um desmoronamento de terras acabou por colher uma ovelha.
A Fajã da Ovelha foi criada em meados de século XVI. Actualmente tem 904 habitantes.

Prazeres

O seu nome fica a dever-se a uma pequena ermida em honra a Nossa Senhora dos Prazeres.
Tornou-se independente da Fajã da Ovelha a 18 de Dezembro de 1676. Conta actualmente com 830 habitantes.

Festa do Pêro

A Festa do Pêro transforma a pacata freguesia da Ponta do Pargo, na Calheta, em um verdadeiro ambiente festivo. O evento surgiu em 1984 a pedido da população, em especial dos agricultores.

A Festa é promovida anualmente, no mês de setembro, pela Casa do Povo da Ponta do Pargo, com o apoio do Governo Regional, e é considerado o principal certame organizado na localidade, a par das festividades religiosas.

» A produção

A Festa do Pêro permite aos agricultores a promoção e escoamento do produto colocado em exposição nas dezenas de barracas espalhadas pela rua principal da freguesia. Surgem também espaços de comes e bebes transformando o evento em um animado arraial, onde não pode faltar a animação musical.

O cortejo etnográfico é um dos pontos altos do evento que pretende dar a conhecer algumas das tradições da Ponta do Pargo. A Festa do Pêro é também aproveitada para a venda de artesanato e de outros produtos agrícolas regionais.

O pêro tradicional da Ponta do Pargo é facilmente identificado pelo aroma caraterístico. Dizem alguns escritores que o “perfume” era detetado pelos navios que, em alto mar, se dirigiam para o Funchal.

» Sidra e outros derivados

O pêro é transformado em bolos, doces e “sidra”: uma forma de reaproveitar o produto que não é comercializado em fresco. A sidra é uma bebida tradicional madeirense que resulta da fermentação alcoólica do sumo da maçã ou do pêro. Atualmente a produção acontece nas freguesias dos Prazeres e de Santo António da Serra. É servida quente ou fria.

No Santo da Serra realiza-se anualmente, na mesma altura, a Festa da Sidra: uma iniciativa de cariz popular em homenagem a esta bebida. Nesta freguesia, dividida pelos concelhos de Santa Cruz e Machico, realiza-se um pequeno cortejo alegórico onde se inclui a pisa do pêro ao vivo.

Também a Quinta Pedagógica dos Prazeres, na Calheta, organiza a “Mostra da Sidra”. Uma demonstração da produção que acontece em lagar perante o olhar atento de estrangeiros e residentes.

Os três eventos, embora distantes geograficamente, complementam-se na importância dada à produção e transformação do pêro.

Cantinho da Madeira

O Cantinho da Madeira é um projeto direcionado para a comunidade lusófona criado em julho de 2006. O portal, sem fins lucrativos, contempla uma rádio online com programas regulares produzidos por portugueses na diáspora.
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