Madeira

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Porto Santo

A Ilha do Porto Santo foi descoberta, oficialmente, em 1418 pelos navegadores portugueses João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo. Foi ali que nasceu a epopeia dos descobrimentos portugueses, pois foi o Porto Santo a primeira ilha a ser descoberta pelo povo lusitano.
O povoamento da Ilha Dourada foi feito por Bartolomeu Perestrelo, a pedido do Infante D. Henrique. De acordo com os historiadores, Cristóvão Colombo terá habitado o Porto Santo após o casamento com Filipa Moniz, a filha de Bartolomeu Perestrelo. Foi a partir de uma casa situada na Vila, hoje transformada em Museu, que Cristóvão Colombo preparou a viagem rumo à Descoberta da América. 

Em 1835, o Porto Santo foi elevado a concelho com uma única freguesia. Mais tarde, a 06 de Agosto de 1996 foi "promovido" à categoria de Cidade.
A praia de areia amarela, com uma extensão de 9 km, é o grande motor da actividade turística. A areia fina é composta por organoplastos (restos de seres vivos marinhos) com qualidades terapêuticas. Está comprovado o efeito no alívio de dores reumáticas e na recuperação de fracturas ósseas.
A construção do aeroporto (1960) e posterior ampliação (1973) criou condições para a expansão económica e turística da Ilha

Localização

Situada em pleno Oceano Atlântico, o Porto Santo dista 500 km de África; 900 km a sudoeste de Lisboa; 1300 km dos Açores e apenas a 50 km da Ilha da Madeira.

População: 5 363 habitantes (Censos 2011)

Área: 42 km2

Festas e Romarias Principais: a mais significativa é a dedicada a São João.

Oragos: Nossa Senhora da Piedade

Feriado: 24 de Junho

De pés descalços

O Caminho dos Pés Descalços é um projeto do Hotel Jardim Atlântico, na freguesia dos Prazeres. O percurso proporciona uma reflexologia natural dos pés. 

É um caminho de 800 metros, com diferentes elementos do arquipélago como as pinhas, madeira, folhas de louro, casca de pinheiro, relva, bagas de eucalipto, calhaus, areia preta e areia amarela, lamas, etc.

O visitante é convidado a andar descalço sobre estes elementos e ao longo do percurso pode também apreciar cerca de 400 plantas endémicas ali colocadas em colaboração com a Direcção Regional de Florestas. Andar descalço é uma sensação natural que tem efeitos positivos e medicinais.

Dizem os entendidos que ajuda a estimular o sistema cardiovascular, regula a tensão arterial e faz muito bem à circulação sanguínea. O poder de resistência é fortificado e o indivíduo fica mais protegido contra as gripes e constipações.

Para efetuar o percurso basta dirigir-se à recepção do Hotel onde o visitante recebe uma pequena toalha. O horário de funcionamento é das 10h às 12h e das 15h às 18h.

Fonte: Hotel Jardim Atlântico

Festa da Castanha

Com o Outono chegam também as primeiras castanhas.

A maior parte da produção regional está concentrada no concelho de Câmara de Lobos, em particular na freguesia do Curral das Freiras.

Continua a ser fonte de rendimento para muitas famílias que se dedicam à apanha da castanha entre outubro e novembro. Uma tarefa que passa de geração em geração.

A apanha

A apanha é um dos pontos altos que junta nos terrenos familiares e amigos para uma tarefa que exige alguma paciência mas também muitas cautelas.

Tudo começa em finais de Outubro com o “varejar” dos castanheiros. Não é mais do que abanar os ramos das árvores para que os ouriços sejam lançados para a terra. No caso dos castanheiros mais antigos e altos é necessário subir ao castanheiro e com a ajuda de uma vara provocar o desprendimento dos ouriços. A tarefa obriga a segurança reforçada: primeiro porque alguns castanheiros podem ultrapassar os 10 metros de altura e depois porque o ouriço pode provocar ligeiros ferimentos quando atinge directamente o homem.

Segue-se a tarefa árdua de retirar as castanhas do interior dos ouriços. Pode parecer complicado mas na verdade a experiência dos agricultores torna o trabalho mais ágil. A textura agressiva dos ouriços parece não prejudicar e aos poucos as castanhas vão sendo colocadas em “sacas” para posterior comercialização.

A festa

A tradição repete-se anualmente a 1 de Novembro. Desde 1987 a castanha é rainha no Curral das Freiras. No centro da freguesia são montadas pequenas barracas para venda do produto fresco bem como os seus derivados.

A castanha é utilizada na confecção de sopa, doces, bolos, licores, na guarnição de pratos e, em alguns casos, serve também de alimento para os animais.

Mais conhecida é a castanha assada em potes de barro e vendida à dúzia em vários locais da Ilha. Em alguns pontos da ilha realizam-se os chamados “Magustos” que não são mais do que convívios com familiares e amigos que à volta do braseiro apreciam as castanhas assadas.

Uma diversidade de opções apreciada por centenas de residentes e turistas que enchem as ruas do Curral das Freiras no primeiro dia de Novembro. Saboreiam as variedades gastronómicas ao som de música regional a cargo de bandas e de grupos de folclore convidados para o evento.

A época das castanhas coincide também com as festividades de São Martinho, celebrado a 11 de Novembro. Por isso é comum ouvir-se na boca do povo a expressão: “Pelo São Martinho, nozes, castanhas e vinho.”

Festa da Flor

A Festa da Flor acontece, como é óbvio, na Primavera (regra geral no mês de Abril). Uma homenagem às flores madeirenses que termina no domingo com um cortejo alegórico pelas principais ruas do Funchal.

Na véspera, ou seja, no sábado as crianças são convidadas a construir o "Muro da Esperança". Grupos de crianças colocam flores num moral natural construído no Largo do Colégio transmitindo desta forma uma mensagem de Paz ao Mundo.

Na placa central da Avenida Arriaga é habitual construírem-se tapetes florais - uma das tradições da Região Autónoma ainda presente nas Festas Religiosas. Há ainda a destacar a atuação de grupos folclóricos, exposição de flores e concertos variados.

Carnaval

Na Madeira os primeiros festejos de Carnaval de que há registo aconteceram na Rua da Carreira. Era naquela artéria da Cidade do Funchal que se reuniam os foliões que festejavam a quadra de uma forma muito original. Os mascarados eram "bombardeados" com ovos, farinha e água. Não é por acaso que muitos foliões traziam já o casaco do avesso.

Era também tradição os assaltos às casas particulares. Em termos práticos, os grupos de foliões reuniam-se e iam às casas exigir aos proprietários uma festa.

Com o passar dos anos, a tradição foi extinta dando lugar a outros acontecimentos como é o caso do tradicional Cortejo Trapalhão que ainda persiste nos dias de hoje, na tarde da terça-feira gorda.

Como o turismo tem grande expressão na Região Autónoma houve necessidade de criar um Cortejo Alegórico à altura da exigência dos que nos visitam. No desfile de sábado à noite participam várias trupes com milhares de figurantes que inundam as ruas do Funchal de música e alegria. A folia caraterística desta época estende-se também aos bares, hotéis e discotecas da Região.

Festa dos Compadres

Os festejos de Carnaval não se limitam à capital madeirense. Por toda a ilha surgem manifestações alusivas a esta quadra. Destaque para a Festa dos Compadres, em Santana, que é caraterizada pela presença de bonecos fantoche em tamanho gigante. Comadres e compadres juntam-se "para se descobrirem, com humor, algumas verdades". Faz-se o o julgamento público da comadre, acusada de muitas infidelidades, que é queimada na via pública num ritual que encerra o fim do folguedo.

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Madeira em Vídeo

Cantinho da Madeira

O Cantinho da Madeira é um projeto direcionado para a comunidade portuguesa, criado em julho de 2006. O portal, sem fins lucrativos, contempla uma rádio online com programas regulares produzidos por portugueses na diáspora.

 

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