História da Madeira Regata "Funchal 500 anos"

História da Madeira

“Passamos a grande Ilha da Madeira,
Que do muito arvoredo assim se chama;
Das que nós povoamos a primeira,
Mais célere por nome do que por fama.
Mas nem por ser do mundo a derradeira,
Se lhe avantajam quantas vénus ama;
Antes, sendo esta sua, se esquecera,
De Cypro, Guido, Paphos e Cythera.”
(Os Lusíadas, de Luís de Camões")

A descoberta oficial das Ilhas do Porto Santo e da Madeira ocorreu ainda no Reinado de D. João I. No entanto, as primeiras referências ao Arquipélago datam já da antiguidade clássica altura onde são feitas alusões às “paradisíacas Ilhas Atlânticas”. Por isso, tudo leva a acreditar que o arquipélago seria já conhecido por navegadores Fenícios e Gregos.

Entre as obras que se referem à Madeira salientam-se passagens do Libro del Conocimiento (1348-1349), obra de um frade mendicante espanhol na qual as ilhas são referidas pelo nome de Leiname, Diserta e Puerto Santo. Mais tarde, o Arquipélago foi representado em mapas italianos e catalães do Séc. XIV. Contudo, oficialmente só no século XV é que se dá a descoberta quando em 1418 ou 1419 os navegadores portugueses João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira avistaram a Ilha do Porto Santo.

A Ilha da Madeira terá sido descoberta no ano seguinte 1419 ou 1420. O primeiro desembarque aconteceu em Machico no dia 1 de Julho (ou no dia 2 de Julho segundo outras versões – no entanto, a Assembleia Legislativa da Madeira aprovou como feriado regional o dia 1 de Julho).

Julga-se que o nome "Madeira" foi atribuído dada a grande abundância na Ilha desta matéria-prima.  Anos mais tarde, em 1425 o Infante D. Henrique mandou colonizar o arquipélago dividindo-o em três Capitanias: a do Funchal foi dada a administrar a João Gonçalves Zarco (1450); a de Machico a Tristão Vaz Teixeira (1440) e a do Porto Santo a Bartolomeu Perestrelo (1446).

A Madeira foi a primeira ilha a ser efetivamente ocupada por colonos europeus, nomeadamente franceses, italianos, espanhóis, ingleses e flamengos. A Ilha oferecia aos povoadores madeira para casas e para a construção naval, água em abundância, aves e peixes que foram um importante meio de subsistência dos colonos.

Contudo, muitas vezes a força das águas e o desabamento de terras, provocados pelas tempestades, destruíam por completo o trabalho agrícola desempenhado pelos colonos. Por isso, foram construídos muros para suportar os terrenos dando lugar aos sucalcos a que o povo chama “poios”.

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