Retratos da Madeira

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A baixa de Santa Cruz recebeu de 1 a 3 de maio mais uma edição de "Sons e Sabores da Madeira". A iniciativa é da Casa do Povo Local em parceria com a Câmara Municipal e Junta de Freguesia.

A terra da cultura

Camacha: a freguesia, onde em 1875 se jogou futebol pela primeira vez, é composta por cerca de 7 500 habitantes. O folclore e o artesanato prendem as atenções dos visitantes e são o motivo de projeção internacional da Camacha. O reconhecimento pelo desenvolvimento da freguesia aconteceu em julho de 1994, altura em que a Assembleia Legislativa da Madeira aprovou a elevação da Camacha a Vila.

Ao nível do artesanato a Vila identifica-se pelas tradicionais peças em obra de vimes reconhecidas praticamente em todo o mundo. Um trabalho minucioso que infelizmente tem vindo a desaparecer. Há cada vez menos artesãos e os mais novos recusam seguir a profissão. O Bordado Madeira também tem expressão na freguesia.

O folclore é outro marco fundamental. Maria Ascensão, nascida na Camacha em Maio de 1926, foi uma figura incontornável na promoção do “bailinho”. Levou o folclore aos quatro cantos do mundo mantendo uma ligação especial com a comunidade emigrante. A “alegre cantadora”, como era conhecida, faleceu em março de 2001.

Anualmente, no mês de agosto, o Largo da Achada recebe o “Festival de Arte Camachense”, onde se inclui a Gala de Folclore “Maria Ascensão”. Uma oportunidade para divulgar os diversos grupos culturais existentes na Camacha.

A Festa da Maçã é outro dos eventos da freguesia. Acontece no mês de outubro como forma de homenagear os produtores da Camacha e garantir um maior escoamento do produto. A criação de novos pomares abre boas perspetivas em relação ao futuro.

Freguesia de Santa Cruz

Os Censos 2011 confirmam que Santa Cruz foi o concelho da Madeira onde o crescimento populacional foi mais acentuado. Em 10 anos o número de habitantes aumentou cerca de 45%. O maior contributo para o crescimento demográfico acentuado foi dado pela freguesia do Caniço. A proliferação de casas e apartamentos provocou a deslocalização de população de outras localidades para esta freguesia.

Em todo o concelho estão contabilizados 43 000 residentes. A taxa de analfabetismo rondava em 2011 os 4%, sendo das mais baixas da Região Autónoma.

A freguesia de Santa Cruz é a terceira mais populosa do concelho. Surge depois das freguesias do Caniço e da Camacha com pouco mais de 7 200 habitantes distribuídos por 3 500 alojamentos familiares. Em agosto de 1996 ganhou o estatuto de Cidade.

Santa Cruz tem ainda a particularidade de acolher o Aeroporto Internacional da Madeira, a principal porta de entrada na Madeira. Por essa razão, a freguesia vira-se também para o turismo com o aparecimento de novas unidades hoteleiras.

A Cidade de Santa Cruz é também rica em tradições culturais e musicais. Anualmente é organizado, na baixa da freguesia, o Encontro de Cantares com Instrumentos Populares Madeirenses. A iniciativa serve também para promover alguns produtos típicos da doçaria tradicional.

Santa Cruz

Não existem dados concretos mas Santa Cruz foi elevada a freguesia autónoma, possivelmente, no segundo quartel do século XV. O crescimento demográfico foi rápido e em Junho de 1515 a freguesia foi elevada à categoria de vila e sede de concelho, por ordem de D. Manuel I.

Já no ano de 1996 foi elevada à categoria de cidade. O comércio, serviços e turismo são as principais atividades económicas do concelho.

Santa Cruz apresenta condições excelentes para os amantes do sol, da praia e também da serra. A freguesia da Camacha é conhecida como a capital da cultura da Madeira.

Localização: primeiro concelho a Este do Funchal. É ainda limitado pelos concelhos de Machico e Santana. As Ilhas Desertas também estão integradas no concelho de Santa Cruz.

População: 43 749 habitantes (Censos 2011)

Área: 96 km2

Oragos: Nossa Senhora da Graça, São Lourenço, São Salvador, Santo António, Espírito Santo, Santo Antão, Nossa Senhora da Luz.

Feriado: 15 de Janeiro

Festa de Santo Amaro

As festividades em honra de Santo Amaro, a 15 de janeiro, marcam, em certas localidades da Madeira, o fim da época Natalícia. Os presépios ou as lapinhas são desmontados e as iguarias que sobraram do Natal são partilhadas pela família e amigos. É o chamado “varrer dos armários”.

Os devotos do Santo Amaro andavam de porta em porta a exemplo do que acontece na noite de Reis, de 5 para 6 de janeiro. De vassoura em punho aproveitavam para juntarem os restos da “festa” desde os licores às broas. Com o passar dos anos a tradição tem vindo a perder força e das visitas casa a casa restam apenas algumas situações pontuais. Ainda assim, todos os anos o “varrer dos armários” é assinalado simbolicamente por algumas instituições culturais do concelho de Santa Cruz. Pelas ruas ouvem-se quadras e cantigas caraterísticas de cada localidade.

» A devoção a Santo Amaro

O povo madeirense deposita forte devoção a Santo Amaro. Por sinal, o santo mais popular do mês de janeiro. Prova disso são as capelas mandadas erguer em sua honra. Algumas foram mantidas até aos dias de hoje. São exemplos as capelas existentes no Paul do Mar, Santa Cruz e Santo Amaro, no Funchal.

Em Santa Cruz, o religioso e o profano juntam-se em uma série de festividades que, regra geral, prolongam-se por vários dias. É das localidades da Madeira onde a tradição tem mais peso.

Na véspera, os romeiros, muitos dos quais emigrantes, chegam de vários pontos da Ilha para participar na procissão. A imagem do Senhor Santo Amaro é transportada da Capela até à Igreja Matriz, onde é celebrada a missa solene. Os fiéis juntam-se em devoção transportando velas e membros do corpo feitos em cera para, desta forma, cumprirem promessas feitas a Santo Amaro.

No dia da festa (15 de janeiro) a imagem é levada de volta, em procissão, para a Capela, onde permanece todo o ano.

As barracas com comes e bebes e a atuação de diversos grupos de música tradicional complementam as festividades em honra de Santo Amaro.

Cantinho da Madeira

O Cantinho da Madeira é um projeto direcionado para a comunidade lusófona criado em julho de 2006. O portal, sem fins lucrativos, contempla uma rádio online com programas regulares produzidos por portugueses na diáspora.
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