Madeira

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Eduardo Caldeira

Eduardo Caldeira era, em novembro de 1995 Presidente da Associação Cultural "Flores de Maio". Foi entrevistado por João Luís Mendonça no Programa "Aplauso" emitido pelo Posto Emissor do Funchal.

A coletividade foi fundada em Maio de 1907 com o objetivo de divulgar os instrumentos tradicionais madeirenses.

Do grupo de tocadores aparece Eduardo Caldeira (1940-2002). Foi o grande impulsionador da dinâmica cultural e musical pela qual a Associação viria a pautar-se, entre 1970 e 2002.

Em outubro de 1986 foi criada a Associação Grupo Cultural Flores de Maio. Assim nasceram também o Grupo de Borracheiros, a Tuna Flores de Maio e o Grupo de Animação, com destaque para o toque do búzio.

by Eduardo Caldeira

 HISTORIAL DO GRUPO

Inicialmente denominado “Grupo Folclórico e Recreativo do Porto da Cruz”, surgiu em 14 de Abril de 1974 resultante de um grupo de cantares então existente. Este novo grupo tinha por objectivos divulgar a cultura genuína do meio onde se insere – Porto da Cruz, e dinamizar o convívio salutar entre as populações.

Ao longo dos anos o grupo “transportou” estes traços culturais para fora dos limites da freguesia, evidenciando uma invulgar vivacidade. Esteve na formação do grupo o saudoso Eduardo Caldeira, ícone cultural da freguesia, para além de outros elementos. Para além das actuações por toda a ilha, já esteve em digressão pelo território continental, Canárias e França, tendo já participado em vários programas da RTP.

Conta com a gravação de vários discos contendo o vasto repertório cultural e folclórico desta freguesia. Com o passar dos anos e porque havia necessidade de reestruturação do grupo, foi inserido na Casa do Povo do Porto da Cruz no ano de 2002. Desde essa data tem sido feito um trabalho exaustivo de pesquisa no sentido de enriquecer cada vez mais o repertório e na tentativa de captar novos elementos para assim engrandecer o actual “Grupo de Folclore do Porto da Cruz (Casa do Povo)”. Desde Outubro de 2002, esteve sobre a direcção artística do professor Roberto Moniz até 2010. Neste momento a parte musical é dirigida por Leonardo Correia. O grupo é dirigido por Cláudio Nóbrega, Cirilo Vieira, Leonardo Correia e Adelaide Dias. A juventude e as novas caras vieram dar um novo alento ao grupo de folclore.

No Verão de 2005 representou o Porto da Cruz no III Festival de Folclore do Porto Santo e esteve em digressão em Gran Canária, para além de diversas representações em diversos locais e acontecimentos da Região Autónoma da Madeira. Também em 2005, participou num espectáculo comemorativo dos 500 anos da música tradicional madeirense, realizado no Centro Cívico do Porto da Cruz, do qual resultou na gravação de um DVD.

Em 2006 esteve num intercâmbio, no Norte de Portugal Continental com o Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães. Em 2007, representou a Região Autónoma da Madeira no Festival de Folclore dos Arrifes – São Miguel – Açores.

Em 2009, participou no Festival de Folclore do Porto Santo e gravou o seu primeiro CD – Saltinho, comemorando 35 anos de actividade. Em Abril de 2010 deslocou-se à Ilha de Tenerife – Espanha. Participa, desde 2009, na gravação do Projecto “Raízes de um Povo”.

Em Agosto de 2011 participou no 52º Festival de Folklore de Jambes –Namur, Província de Namur-Bélgica com o apoio do Grupo de Folclore Masuis e Cotelis.

Em Abril de 2014 celebrou os seus quarenta anos de história. Ainda no mês de Julho deslocou-se a Assafarge – Coimbra, em intercâmbio, para participar em dois festivais internacionais de folclore.

Tem participações em vários DVDs sobre o folclore madeirense, participa em vários arraiais madeirenses ao longo de toda a Ilha da Madeira.

REPERTÓRIO

  1. Baile em Cruz (também conhecido por Polquinha)
  2. Saltinho
  3. Baile Morena Bonita
  4. Baile A Videira
  5. Mourisca do Porto da Cruz (Instrumental/vocal)
  6. Baile Pai do Bailinho
  7. Baile da Repisa ou Baile Pesado
  8. Baile das Romarias
  9. Chamarrita
  10. A Flor dos Malmequeres
  11. Preto (Instrumental/vocal)
  12. Velha da Cacalhada (Instrumental/vocal)
  13. Baile Furado
  14. Despique
  15. A Padeirinha
  16. Baile do Natal
  17. Bailinho da Madeira e Rapsódia
  18. Marcha do Grupo
  19. Hino do Grupo

by Grupo de Folclore do Porto da Cruz

 

 

Machico

Machico tem um lugar especial na História da Madeira. Primeiro, pela lenda de Roberto Machim, que terá estado naquela zona ainda antes dos portugueses descobrirem a Ilha da Madeira. Depois, pela caraterística própria dos habitantes. Reza a história que, em julho de 1419, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira desembarcaram na praia de Machico, tendo sido celebrada uma missa por padres franciscanos, como sinal de agradecimento e júbilo da descoberta. 

No século XV, a água em abundância e o bom clima, criaram condições para o incremento da cana-de-açúcar. Deu-se então o comércio do conhecido "ouro branco".
A 2 de Agosto de 1996, a vila de Machico foi elevada à categoria de cidade.

Localização: O concelho de Machico está localizado no extremo oriental da Ilha da Madeira. É delimitado pelos municípios de Santa Cruz e Santana.

Área: 68, 6 km2

População: 21 745 habitantes (Censos 2011)

Freguesias: Água de Pena, Caniçal, Machico, Porto da Cruz e Santo António da Serra.

Artesanato: bordados, cestaria e ferreiro

Atividades económicas: A pesca e a agricultura são as principais. Os portos de pesca localizam-se nas freguesias de Machico e Caniçal. Já as zonas agrícolas estão fixadas sobretudo na freguesia do Porto da Cruz. A cultura da vinha é a que mais se destaca.

Gastronomia: sopa de couve, sopa de moganga, cuscuz, milho cozido com chicharros, tripa de porco recheada, gaiado seco, gaiado de escabeche, lapas grelhadas, fragateira ou caldeirada e vinho americano.

Oragos: Santo António, Nossa Senhora de Guadalupe, Santa Beatriz, Nossa Senhora da Conceição e S.Sebastião.

Feriado Municipal: 9 de Outubro

Festa das Vindimas

A cultura da vinha faz parte da história da Madeira desde o povoamento da Ilha. Foi fonte de sobrevivência para muitas famílias e atualmente continua a ter um peso considerável para a economia regional.

A importância socioeconómica desta produção é recordada anualmente por altura das vindimas, no início de setembro.

As iniciativas desenrolam-se em três frentes: Funchal, Estreito de Câmara de Lobos e Porto da Cruz. O objetivo é o mesmo: relembrar velhos hábitos da população.

Eventos que, aos poucos, têm sido transformados em cartaz turístico da Região Autónoma.

» Funchal

A animação estende-se ao longo da Placa Central da Avenida Arriaga, desde o Teatro Municipal Baltazar Dias até à Sé do Funchal.

São organizados diversos espetáculos de música tradicional, onde se inclui a atuação de vários grupos folclóricos. Paralelamente decorrem exposições etnográficas e quadros vivos, alusivos à vindima, muitas vezes com a presença de produtores regionais de vinho de mesa e Vinho Madeira. A gastronomia regional também marca presença no evento para delícia de turistas e residentes.

» Estreito de Câmara de Lobos

A vindima ao vivo é o aspeto mais marcante da Festa no Estreito de Câmara de Lobos. Os turistas participam ativamente nas várias etapas do evento, a começar pela apanha da uva, logo pela manhã. Seguem-se o cortejo etnográfico e a pisa da uva em lagar típico junto ao Mercado Municipal. É este o momento mais aguardado por turistas, oriundos de vários países, que de máquina de filmar em punho registam uma das tradições seculares da Madeira. Muitos arriscam mesmo a entrar no lagar e “contribuir” para uma boa pisa.

Um cenário que se completa com todo o ritual do arraial típico madeirense com destaque para a presença de folclore e gastronomia regional.

» Porto da Cruz

A Festa da Uva e do Agricultor realiza-se, todos os anos, no início de setembro, no Porto da Cruz. A uva americana é produção mais emblemática da freguesia do concelho de Machico. No entanto, está condenada, há vários anos pela União Europeia, em termos de produção de Vinho Madeira. Ainda assim, continua a ser apreciada por muitos visitantes, garantindo algum rendimento para os produtores do Porto da Cruz.

A Festa da Uva pretende ser uma homenagem ao agricultor da freguesia. Aos poucos tem vindo a ganhar expressão juntando-se ao lote de arraiais madeirenses. Também aqui decorre o cortejo etnográfico, com a participação dos conhecidos “borracheiros” do Porto da Cruz. A música e os comes-e-bebes fazem parte da Festa.

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