Retratos da Madeira

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Véspera de Reis

A chegada do ano novo indicia também o fim das festividades de Natal.

Existem, no entanto, duas manifestações ainda associadas à época. A primeira é na noite de 5 para 6 de Janeiro. É o cantar dos Reis.

Comemorando a chegada dos Reis Magos a Belém, formam-se grupos que vão de casa em casa, tocando e cantando. Em muitos casos, os forasteiros são convidados a entrar e a “tomar um copo”.

A tradição chegou a entrar em desuso, mas nos últimos tempos tem sido reavivada um pouco por toda a Região Autónoma.

Na Madeira, em geral a letra é esta:

Eu venho cantar os Reis,

Pela folhinha da vinha

Senhor, abra-me a porta

Que eu quero ver a lapinha

Para muitos a “Festa” terminou a 6 de Janeiro, mas em alguns lares madeirenses a lapinha e o pinheiro só são desmontados a 15 de Janeiro. É o dia de Santo Amaro, também conhecido, pelo povo, como o dia de “varrer os armários”. Fazem-se as últimas visitas da “Festa” para acabar com o que ainda restou do Natal.

A Lapinha

A “escadinha” e a “rochinha” são os tipos de presépio (também conhecidos por Lapinhas) mais comuns na Madeira.

Na “escadinha” o Menino Jesus aparece no cimo das escadas, numa espécie de altar.  Nos patamares inferiores encontram-se a verdura e alguns frutos e as “searas” de trigo que ajudam a ornamentar a “lapinha” juntamente com o “alegra-campo” (ramos de arbusto), azevinho e “cabrinhas” (fetos).

A “rochinha” é inspirada nas montanhas da Madeira. O Nascimento é representado por uma gruta. No “centro da devoção” são colocadas as figuras centrais do presépio: o Menino (descansa na Manjedoura) ladeado por José e Maria.

À volta existem lombos, vales, quedas de água e outros efeitos criados com papel pintado de cor escura para imitar a rocha madeirense. A construção deste tipo de presépio pode também implicar o uso de madeiras, tecidos, troncos de árvore e outros materiais, consoante a imaginação de cada um. Pelos caminhos ingremes chegam os pastores e os três Reis Magos.

A restante ornamentação é deixada à criatividade de cada família.

No mês de dezembro é comum ouvir-se a expressão: “Vamos visitar a Lapinha” e são muitos os presépios montados um pouco por toda a Ilha. Alguns, promovidos pelas Paróquias ou outras instituições, estão abertos ao público e recebem neste período centenas de visitantes.

Grupo do Rochão

O Grupo de Folcore do Rochão, na Camacha, foi fundado a 17 de dezembro de 1986. Ao longo de 30 anos de atividade o Grupo tem-se dedicado à preservação do Património Cultural da Região Autónoma da Madeira.

Destaque para as representações a nível Nacional (Portugal Continental e Ilhas), Internacional (Brasil, Itália, Alemanha, França, Inglaterra e Espanha).

Alexandre Rodrigues. um dos fundadores da coletividade, e António Correia (elemento do grupo) foram entrevistados por João Luís Mendonça no Programa "Aplauso".

by Alexandre Rodrigues

Função do Porco

A função do porco é um dos primeiros momentos do Natal Madeirense. Acontece, geralmente, a partir do dia 8 de Dezembro (Dia da Imaculada Conceição).

No meio rural, o suíno é criado, durante alguns meses, num chiqueiro junto à habitação. O animal alimenta-se de restos de comida diária, a chamada “boragem” e de uma mistura de farelo (rolão).

A tradição surge associada à subsistência das famílias e não a nenhum ritual. Em tempos, a carne obtida nesta altura era a única que a família consumia ao longo do ano. Actualmente, a matança do porco serve sobretudo para reunir amigos e familiares.  

Todas as partes do porco são aproveitadas.  

O sangue cozido é levado à frigideira e muitas vezes consumido logo após a matança.  
Outras partes do animal são preparadas para a refeição do Dia de Natal (em particular a tradicional carne de vinho-e-alhos.)

Fazem-se também enchidos ou salga-se alguma carne para outras épocas do ano (recorde-se que a salga era um dos poucos métodos de conservação dos alimentos).

A Matança do Porco termina já pela noite dentro com cantares típicos da quadra.

Mau tempo a caminho

O estado do tempo vai agravar-se na Madeira e Porto Santo nas próximas horas. A previsão de chuva intensa, vento forte e elevada ondulação levaram o Instituto Português do Mar e Atmosfera a colocar o arquipélago sob "aviso laranja" até sábado.

Trabalhos em madeira

Dino Gouveia considera-se um artista. Com as mãos faz trabalhos em madeira. "Tudo é fruto da imaginação, sem moldes nem desenhos, feito com amor e gosto" sublinha o carpinteiro e marceneiro madeirense. Desde muito cedo que nasceu o gosto pelos trabalhos em madeira.

Em entrevista à Rádio Cantinho da Madeira Dino explica que cada trabalho leva um tempo próprio. Uma peça pode demorar 3 meses até ficar concluída. Depende do “tipo de trabalho e das condições da madeira”. 

Realça ainda o facto de todo o material ser reaproveitado.

Dino Gouveia faz também pinturas a óleo, carvão e a grafite.

Contacto: 930 579 473

www.facebook.com/dino.gouveia.94

by Dino Gouveia

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Cantinho da Madeira

O Cantinho da Madeira é um projeto direcionado para a comunidade lusófona criado em julho de 2006. O portal, sem fins lucrativos, contempla uma rádio online com programas regulares produzidos por portugueses na diáspora.
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