O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informou que tem sido registada atividade sísmica de baixa magnitude desde o dia 1 de abril numa zona do arquipélago dos Açores.
A situação levou as autoridades a elevar o nível de alerta vulcânico para V1 na região do Faial-Pico.
Onde está a ocorrer a atividade sísmica?
Segundo o CIVISA, os eventos sísmicos estão a ocorrer ao longo de uma estrutura geológica com orientação nordeste-sudoeste (NE-SW), que se estende através do canal Faial-Pico.
A área afetada inclui:
- Zona a oeste da Madalena (ilha do Pico)
- Região a norte do Lagido
- Sistema Vulcânico Submarino do Cachorro
O que está a acontecer no subsolo?
Os dados recolhidos indicam que os sismos são de baixa magnitude, mas distribuídos em diferentes profundidades.
A atividade sísmica varia desde cerca de 20 quilómetros de profundidade até níveis próximos da superfície.
Isto sugere que os eventos estão distribuídos ao longo da crosta terrestre na região, algo comum em zonas vulcânicas ativas como os Açores.
Porque foi elevado o alerta para V1?
Apesar de não existir indicação de erupção vulcânica iminente, o CIVISA considerou que a atividade sísmica está ligeiramente acima dos níveis normais para esta área.
Por esse motivo, foi decidido elevar o Alerta Vulcânico para nível V1.
Este nível indica:
- vigilância reforçada da situação
- monitorização contínua da atividade sísmica
- avaliação permanente de possíveis alterações
O que significa o nível V1?
O nível V1 não significa perigo imediato para a população.
Significa apenas que:
- existe atividade anómala
- os especialistas estão a acompanhar de perto a evolução
- não há sinais de erupção iminente confirmada
Porque é que os Açores têm sismos frequentes?
Os Açores estão localizados numa zona geologicamente ativa, onde:
- placas tectónicas se encontram
- existe atividade vulcânica submarina
- são comuns pequenos sismos de baixa magnitude
Por isso, a região é monitorizada constantemente por instituições como o CIVISA.
A atividade sísmica registada no canal Faial-Pico levou as autoridades a reforçar a vigilância vulcânica na região.
Apesar de não haver sinais de perigo imediato, a situação está a ser acompanhada de perto devido ao aumento ligeiro da atividade acima do normal.










