Dois lusodescendentes com ligações à Madeira morreram na sequência dos dois fortes sismos que atingiram a Venezuela na quarta-feira, segundo informação avançada pelas autoridades regionais madeirenses.
Entretanto, decorre uma autêntica corrida contra o tempo para localizar e resgatar sobreviventes soterrados sob os escombros de dezenas de edifícios que colapsaram nas zonas mais afetadas. Equipas de emergência continuam a trabalhar sem interrupção, enquanto o número de vítimas mortais e feridos continua a aumentar.
Os dois abalos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, ocorreram com menos de um minuto de diferença e provocaram destruição significativa em Caracas e noutras localidades do norte da Venezuela. As autoridades venezuelanas declararam o estado de emergência e mobilizaram meios nacionais e internacionais para apoiar as operações de busca e salvamento.
Vários prédios desabaram por completo e milhares de pessoas permanecem desaparecidas ou sem contacto com familiares. As equipas de socorro enfrentam dificuldades devido aos danos nas infraestruturas e à ocorrência de sucessivas réplicas.
Nas redes sociais, familiares de emigrantes madeirenses relatam a existência de mais vítimas com ligações à Região Autónoma da Madeira, embora muitas destas informações ainda aguardem confirmação oficial.
A comunidade portuguesa acompanha com grande preocupação a evolução da situação. A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses da América Latina, sendo que uma parte significativa tem origem madeirense. Durante décadas, milhares de famílias da Madeira fixaram-se naquele país, sobretudo nas áreas do comércio e dos serviços.
Especialistas alertam que o número final de vítimas poderá ser muito superior aos dados atualmente conhecidos. Modelos preliminares de avaliação de impacto sísmico admitem cenários extremamente graves, embora seja ainda demasiado cedo para determinar a dimensão exata da tragédia.
As operações de resgate prosseguem durante as próximas horas, consideradas decisivas para encontrar sobreviventes entre os escombros.
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