Símbolo reconhecido do Dia do Trabalhador, os colares são usados ao pescoço durante a procissão em honra de Santo Tiago Menor, mas também nas conhecidas excursões e passeios pela serra que reúnem famílias e grupos de amigos nesta data festiva.
Além de serem utilizados por centenas de pessoas nas celebrações religiosas e convívios ao ar livre, é também frequente encontrar os “Maios” pendurados no retrovisor de viaturas, numa imagem típica desta época do ano.
Artesanato tradicional ganha destaque nas ruas
Os fios ornamentados com pequenas flores amarelas são preparados manualmente por artesãos locais, que nesta altura do ano intensificam a produção para responder à procura crescente.
Em vários pontos da ilha, sobretudo na via pública e em zonas de maior movimento, os colares são colocados à venda e atraem residentes e visitantes que procuram manter a tradição.
Cada colar é composto por cem flores amarelas cuidadosamente colocadas no cordão, num trabalho minucioso que exige rapidez e experiência. Apesar do detalhe envolvido, os artesãos mais experientes conseguem concluir uma peça em menos de cinco minutos.
Tradição passa de geração em geração
A confeção dos colares de Maios tem sido transmitida entre famílias madeirenses ao longo dos anos. Muitos vendedores aprenderam ainda em criança a técnica de montar os colares, ajudando pais e avós nesta atividade sazonal.
Para muitos habitantes, comprar ou usar um colar de Maios no dia 1 de Maio representa mais do que um costume: é uma forma de preservar memórias, reforçar laços familiares e valorizar a identidade cultural da Madeira.
Procissão de Santo Tiago Menor reúne fiéis
Um dos momentos altos da celebração acontece durante a procissão em honra de São Tiago Menor, onde a maioria dos participantes transporta ao pescoço os tradicionais cordões floridos.
A imagem colorida dos fiéis com os colares amarelos tornou-se uma das marcas desta festividade religiosa, unindo fé, devoção e costumes populares.
1.º de Maio une fé e convívio
No mesmo dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de São José Operário, padroeiro dos trabalhadores, a população madeirense vive também momentos de convívio nas serras, parques e miradouros da ilha.
Entre churrascos, música, caminhadas e encontros familiares, os colares de Maios continuam a ocupar lugar de destaque, simbolizando alegria, tradição e identidade regional.
Património cultural que resiste ao tempo
Num período em que muitas tradições se perdem, os colares de Maios permanecem vivos e continuam a ser procurados por novas gerações.
A cada 1.º de Maio, as flores amarelas voltam a colorir ruas, procissões e automóveis, confirmando que esta tradição madeirense continua bem presente no coração da população.








