Na noite de sábado, 19 de novembro de 1977, pelas 21h48, o voo TAP 425 — um Boeing 727-200 batizado “Sacadura Cabral” — tentou aterrar no Aeroporto da Madeira em condições meteorológicas particularmente severas. Chuva intensa, rajadas de vento e visibilidade reduzida criavam um cenário crítico num aeroporto já conhecido pelos seus desafios operacionais.
Na terceira aproximação, e já muito perto do solo, o avião não conseguiu travar a tempo nem ganhar sustentação suficiente para voltar a subir. Saiu da pista, caiu sobre a falésia e despenhou-se num declive que conduzia ao mar.
A violência do impacto resultou numa das maiores tragédias da aviação portuguesa. Dos 164 ocupantes, 131 perderam a vida, entre passageiros e tripulantes. Apenas 33 pessoas sobreviveram, muitas delas gravemente feridas.
O acidente do voo TAP 425 não só abalou o país como impulsionou mudanças profundas na aviação e nas infraestruturas da Madeira. Anos mais tarde, a pista do aeroporto seria ampliada e modernizada, tornando-se mais segura e preparada para enfrentar as particularidades geográficas da ilha.
Décadas após o sucedido, a memória daquele dia permanece viva. Em cada homenagem, recorda-se não apenas a dimensão da tragédia, mas também o impacto duradouro que deixou na comunidade madeirense, na aviação civil e nas famílias das vítimas. É uma lembrança dolorosa, mas necessária, do valor da segurança e da responsabilidade na aviação.
Existe um monumento em homenagem às vítimas do voo TAP 425 na Madeira.
Esse memorial está localizado na promenade de Santa Cruz, próximo à cabeceira do antigo aeroporto (onde ocorreu o acidente).
Foi uma iniciativa dos filhos da tripulação do voo e contou com apoio da autarquia de Santa Cruz para a construção e o arranjo urbano.
O momento pode ser recordado, em vídeo, na RTP Arquivos.











