Morreu esta quinta-feira, 16 de janeiro, aos 79 anos, o escultor Francisco Simões, uma das figuras de referência das artes plásticas portuguesas. O artista residiu durante muitos anos na ilha da Madeira, onde desenvolveu grande parte do seu percurso artístico e pedagógico.
Em nota oficial, o Presidente da República manifestou pesar pela morte do escultor, sublinhando o legado de “excecional valor artístico, humano e patrimonial” deixado por Francisco Simões, cuja obra se distinguiu pela conjugação harmoniosa entre tradição e modernidade. O chefe de Estado destacou ainda o contributo do artista para a projeção da arte portuguesa em diversos países e a sua defesa constante do acesso democrático à cultura como direito universal.
Radicado na Madeira desde 1973, Francisco Simões foi professor na Escola Secundária da Ribeira Brava e integrou a comissão diretiva do Museu da Quinta das Cruzes. Concluiu o curso de Escultura em 1974, na então Academia de Música e Belas Artes da Madeira, tendo abandonado a região pouco tempo depois, na sequência do contexto político e social vivido após o 25 de Abril de 1974.
Ao longo da sua carreira, realizou várias obras para o espaço público, em Portugal e no estrangeiro. Entre as mais recentes destaca-se a escultura “A Professora”, instalada no Funchal, em homenagem a professores e educadores.
Em reconhecimento do seu percurso artístico, a Câmara Municipal de Oeiras decidiu atribuir o nome de Francisco Simões a um arruamento do concelho.










