A organização 'Auda Alimentar Cães' denunciou a morte de uma cadela chamada Lady, encontrada sem vida e acorrentada no Bairro da Quinta Falcão, após vários anos de alertas e denúncias sobre as condições em que vivia.
Segundo a organização, a cadela era acompanhada há vários anos pelos voluntários, que afirmam ter tentado, sem sucesso, assegurar o seu resgate. Apesar de terem conseguido proceder à sua esterilização, alegam que nunca lhes foi permitido retirar o animal do local onde permanecia.
De acordo com o relato divulgado pela associação, várias pessoas terão alimentado a cadela de forma discreta ao longo dos anos para garantir a sua sobrevivência. Os voluntários afirmam ainda que removeram repetidamente a corrente que a prendia, mas que esta era posteriormente substituída.
A associação refere que, devido à existência de microchip registado, não foi possível retirar legalmente o animal da propriedade, apesar das sucessivas denúncias apresentadas às entidades competentes. Os responsáveis afirmam ter solicitado ajuda em diversas ocasiões e alegam ter recebido ameaças relacionadas com o caso.
Quando chegaram ao local, os voluntários depararam-se, segundo descrevem, com um cenário de extrema degradação. A Lady encontrava-se em estado caquético e apresentava uma infestação severa de pulgas e carraças, situação que a associação considera das mais graves que testemunhou em anos de atividade no resgate animal.
A organização sustenta que a morte da cadela representa o culminar de um longo período de sofrimento e critica aquilo que considera ser a falta de consequências efetivas perante situações de alegada negligência animal.
O caso reacende o debate sobre a eficácia dos mecanismos de proteção animal e sobre as dificuldades enfrentadas por associações e voluntários na intervenção em situações de alegados maus-tratos, especialmente quando existem limitações legais relacionadas com a propriedade dos animais.
A morte da Lady gerou forte indignação entre os membros dao organização que defendem uma maior responsabilização em casos de negligência e reforço das medidas de proteção dos animais em risco.






