A tradição das botas de vilão pelas mãos de um artesão madeirense (com vídeo)

O Mercado dos Lavradores, no Funchal, foi hoje palco de uma demonstração que levou visitantes a conhecer de perto uma das mais genuínas tradições do artesanato madeirense.

Durante as celebrações do Dia Mundial do Turismo, o artesão José Carlos Sousa apresentou ao vivo o processo tradicional de fabrico das botas de vilão, mostrando como, através das suas mãos e do conhecimento transmitido ao longo de gerações, nasce este símbolo da cultura popular da Madeira.

A iniciativa integrou o programa especial promovido no Mercado dos Lavradores, que incluiu também uma demonstração do fabrico das tradicionais carapuças madeirenses.

As botas de vilão, também conhecidas como botas chãs, fizeram durante décadas parte do quotidiano das populações rurais da Madeira.

Eram concebidas para serem resistentes e adequadas às longas caminhadas pelos caminhos e veredas da ilha, constituindo um elemento importante do vestuário tradicional madeirense.Mais do que mostrar um simples processo de fabrico, a presença de José Carlos Sousa no Mercado dos Lavradores representa uma oportunidade para preservar e transmitir uma arte artesanal cada vez mais rara. Cada etapa da produção revela o cuidado, a experiência e o saber-fazer necessários para manter viva esta tradição.

O artesão explicou e demonstrou aos visitantes como a matéria-prima é trabalhada até ganhar a forma característica das botas, tradicionalmente associadas ao traje do vilão madeirense e ainda hoje presentes em grupos folclóricos, manifestações culturais e festividades da Região.

A demonstração permitiu, assim, aproximar residentes e visitantes de uma parte da história da Madeira que muitas vezes se conhece apenas através dos trajes tradicionais.

Ao observar o artesão trabalhar, é possível compreender que por detrás de cada par de botas existe não apenas uma técnica, mas também a memória de um modo de vida e de uma identidade cultural.

A iniciativa decorreu no Mercado dos Lavradores, no âmbito do programa do Dia Mundial do Turismo, que incluiu ainda uma experiência dedicada à descoberta deste espaço emblemático do Funchal.

Preservar o artesanato é preservar a memória de um povo. E, pelas mãos de artesãos como José Carlos Sousa, a tradição das botas de vilão continua a caminhar, levando consigo um pedaço da história e da identidade da Madeira.

🟢 Receba as notícias no WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e acompanhe as notícias mais importantes em primeira mão, diretamente no seu telemóvel.

📲 Seguir Canal de WhatsApp
Marcado: