O pároco do Rosário, padre Luís Pedreiro, considera que os horários de encerramento do arraial de Nossa Senhora do Rosário devem ser alvo de reflexão para futuras edições, defendendo que, caso existam condições de segurança, possa ser ponderado um alargamento dos horários.
Numa declaração divulgada após o fim da festa, o sacerdote reconhece que as regras de segurança são fundamentais, mas entende que uma tradição com a história e as características do arraial do Rosário merece sensibilidade, diálogo e bom senso por parte das entidades envolvidas.
Este ano, a implementação de um plano de emergência obrigou a alterações na organização habitual do arraial. De acordo com o padre Luís Pedreiro, ficou estabelecido que a música terminaria às 2 horas, o comércio encerraria às 2h30 e a festa terminaria às 3 horas. Os horários foram cumpridos.
Contudo, o pároco chama a atenção para o facto de muitas pessoas permanecerem no Rosário depois da hora de encerramento, à semelhança do que acontece há muitos anos. Com o fim da festa, esses visitantes deixam de ter o apoio do comércio, nomeadamente ao nível da alimentação e das bebidas, bem como o enquadramento proporcionado pela organização.
Pároco pede igualdade de critérios
Na reflexão que partilha após a festividade, o padre Luís Pedreiro defende que os critérios aplicados aos horários devem ser claros, justos e coerentes, considerando que as mesmas regras devem ser respeitadas em todas as festas e arraiais, sejam civis ou religiosos.
O sacerdote sublinha que não pretende qualquer tratamento de exceção, mas manifesta disponibilidade, em nome da Paróquia e da Comissão de Festas, para dialogar com as entidades competentes e procurar soluções que conciliem a tradição com as exigências de segurança.
Na mesma declaração, agradece à Polícia de Segurança Pública, à Câmara Municipal de São Vicente, à Proteção Civil e à Comissão de Festas pela colaboração prestada na preparação e realização do evento.
Fé e tradição continuam no centro da festa
Apesar das questões relacionadas com a organização, o pároco destaca as celebrações religiosas, a participação dos fiéis e a procissão pelas ruas como os momentos centrais da festividade, agradecendo também a presença de entidades locais e regionais.
Para Luís Pedreiro, o arraial representa muito mais do que a componente festiva, sendo uma expressão da fé, da romaria, do encontro entre pessoas e da memória coletiva da população.
«É fé. É romaria. É encontro. É memória. É uma tradição do nosso povo», afirma o sacerdote, garantindo que a Paróquia e a Comissão de Festas continuarão disponíveis para dialogar e trabalhar pela preservação de uma celebração que considera parte integrante da identidade da comunidade do Rosário.
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