PSP alerta para nova vaga de burlas por SMS e chamadas telefónicas

A Polícia de Segurança Pública (PSP) está a alertar para uma nova vaga de burlas através de SMS e chamadas telefónicas, depois de terem sido registados diversos casos que terão provocado perdas de milhares de euros.

A força de segurança pede especial atenção aos cidadãos e deixa um apelo direto: “Partilhe antes que alguém seja a próxima vítima!”

Segundo a informação divulgada pela PSP, o esquema começa frequentemente com uma mensagem que procura provocar medo, preocupação ou sentido de urgência. A vítima é informada, por exemplo, de que alguém entrou na sua conta, de que foi detetada uma operação suspeita ou de que a conta será bloqueada.

A urgência é uma das principais armas

Um dos sinais a que os cidadãos devem estar atentos é precisamente a pressão para agir imediatamente.

Os burlões podem enviar uma mensagem a pedir que a vítima clique num link para confirmar dados, cancelar uma operação ou desbloquear uma conta. A PSP reforça que, mesmo que a mensagem pareça verdadeira, não se deve clicar.

O objetivo pode ser encaminhar a vítima para uma página falsa que imita o banco e onde são solicitados dados pessoais e bancários, como:

  • Número de cliente;
  • Palavra-passe;
  • Dados do cartão;
  • Códigos de segurança.

A PSP alerta que clicar no link não significa necessariamente que a burla terminou. A vítima pode ser posteriormente contactada por telefone pelos burlões, que se fazem passar por funcionários do banco.

“Somos do seu banco”

Nas chamadas telefónicas, os criminosos podem afirmar que detetaram uma operação suspeita e, depois, pedir à vítima que forneça o código que acabou de receber.

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É neste momento que a PSP deixa um dos alertas mais importantes da campanha: não fornecer códigos de segurança.

“Um código de segurança é pessoal”, sublinha a mensagem da campanha, lembrando que estes códigos não devem ser partilhados por telefone, SMS, mensagem ou sequer com alguém que diga ser funcionário do banco.

E se já tiver clicado?

A PSP aconselha quem suspeite ter sido vítima a contactar imediatamente o banco, utilizando exclusivamente os contactos oficiais.

Entre as medidas recomendadas estão ainda:

  1. Pedir o bloqueio de operações ou cartões, se necessário;
  2. Alterar as credenciais que possam ter sido comprometidas;
  3. Participar a situação às autoridades.

A recomendação é particularmente importante caso tenham sido fornecidos dados pessoais, credenciais bancárias ou códigos de segurança.

“A pressa é do burlão”

A campanha da PSP resume a principal mensagem em três palavras: “Pare. Desconfie. Confirme.”

Perante uma mensagem ou chamada que provoque alarme e exija uma ação imediata, a recomendação é simples: não agir sob pressão.

Não clicar em links recebidos por SMS, não fornecer dados pessoais ou bancários e nunca partilhar códigos de segurança são algumas das principais formas de evitar cair neste tipo de fraude.

Se receber uma mensagem ou chamada deste género, confirme a situação diretamente através dos canais oficiais da sua instituição bancária.

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