Um leitor denunciou, através das redes sociais, alegados atos de vandalismo registados durante a madrugada na Avenida do Infante, no Funchal, afirmando que este tipo de ocorrências se repete com frequência após o encerramento de um estabelecimento de diversão noturna na zona.
Na publicação, Miguel Pita afirma que assiste “praticamente todas as noites pelas 4h da manhã” a comportamentos que considera “disfuncionais” após o fecho de uma discoteca nas proximidades. Segundo o autor, os danos estendem-se ao longo da Avenida do Infante, prolongando-se até à Avenida Arriaga e à Avenida do Mar, onde vários compartimentos de resíduos terão sido vandalizados.
O leitor considera que existe uma tendência para atribuir os problemas da Região Autónoma da Madeira aos turistas e aos imigrantes, defendendo que a sociedade deve também refletir sobre comportamentos de alguns jovens madeirenses.
“Tornou-se uma tendência culpar os turistas e imigrantes pelo que se passa de mal na RAM, mas parece-me que estamos em estado de negação e recusamos ver o que se passa na nossa sociedade“, escreveu.
Na mesma publicação, Miguel Pita lamenta aquilo que classifica como uma crescente falta de civismo e respeito pelo espaço público, defendendo que a educação deve começar no seio familiar. Recordando a sua experiência no Serviço Militar Obrigatório, considera que a disciplina e o cumprimento de regras contribuíam para uma maior responsabilização dos jovens, ressalvando tratar-se da sua opinião.
O autor refere ainda que os vídeos divulgados mostram que este tipo de comportamento não está relacionado com o género dos envolvidos, mas sim com a falta de educação e civismo.
Na parte final da publicação, deixa uma questão dirigida às autoridades regionais, interrogando sobre a utilidade das câmaras de videovigilância instaladas na Avenida do Infante e questionando se estas têm sido utilizadas para identificar os autores de atos de vandalismo.
Até ao momento, não há informação oficial sobre os factos descritos na publicação nem sobre eventuais identificações ou detenções relacionadas com estes alegados atos de vandalismo.
Créditos: Miguel Pita/Reprodução Redes Sociais
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