Madeira

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Festa de São Brás

A festa litúrgica de São Brás assinala-se a 3 de fevereiro nas paróquias do Campanário e o Arco da Calheta. As festividades em honra do padroeiro mantêm-se bem vivas. 

A "Novena dos Barqueiros" é um dos momentos altos do ponto de vista religioso. A tradição surgiu no tempo em que a freguesia tinha muitos pescadores e ainda persiste na atualidade.

No fim-de-semana a festividade ganha mais força com a visita das bandas filarmónicas a casa dos festeiros seguindo-se, ao final do dia, a eucaristia. No domingo teve lugar a Procissão em honra do padroeiro. Nos arredores são instaladas barracas com comes e bebes e animação musical.

São Brás é considerado o protetor das doenças da garganta. Reza a história que terá tirado uma espinha de peixe atravessada na garganta de uma criança.

A freguesia da Quinta Grande recebe em setembro a Festa do Santíssimo Sacramento. Acontece depois da Festa em honra da padroeira: Nossa Senhora dos Remédios.

Os tapetes de flores e a ornamentação do interior da igreja com variados arranjos florais são dois dos muitos aspetos positivos deste arraial.

A animação musical e as barracas com comes e bebes complementam esta festividade na Quinta Grande.

A Festa dos Novelos

O segundo domingo do mês de agosto fica marcado pelas celebrações em honra do Santíssimo Sacramento em várias paróquias da Madeira.

Festa da Castanha

Com o Outono chegam também as primeiras castanhas.

A maior parte da produção regional está concentrada no concelho de Câmara de Lobos, em particular na freguesia do Curral das Freiras.

Continua a ser fonte de rendimento para muitas famílias que se dedicam à apanha da castanha entre outubro e novembro. Uma tarefa que passa de geração em geração.

A apanha

A apanha é um dos pontos altos que junta nos terrenos familiares e amigos para uma tarefa que exige alguma paciência mas também muitas cautelas.

Tudo começa em finais de Outubro com o “varejar” dos castanheiros. Não é mais do que abanar os ramos das árvores para que os ouriços sejam lançados para a terra. No caso dos castanheiros mais antigos e altos é necessário subir ao castanheiro e com a ajuda de uma vara provocar o desprendimento dos ouriços. A tarefa obriga a segurança reforçada: primeiro porque alguns castanheiros podem ultrapassar os 10 metros de altura e depois porque o ouriço pode provocar ligeiros ferimentos quando atinge directamente o homem.

Segue-se a tarefa árdua de retirar as castanhas do interior dos ouriços. Pode parecer complicado mas na verdade a experiência dos agricultores torna o trabalho mais ágil. A textura agressiva dos ouriços parece não prejudicar e aos poucos as castanhas vão sendo colocadas em “sacas” para posterior comercialização.

A festa

A tradição repete-se anualmente a 1 de Novembro. Desde 1987 a castanha é rainha no Curral das Freiras. No centro da freguesia são montadas pequenas barracas para venda do produto fresco bem como os seus derivados.

A castanha é utilizada na confecção de sopa, doces, bolos, licores, na guarnição de pratos e, em alguns casos, serve também de alimento para os animais.

Mais conhecida é a castanha assada em potes de barro e vendida à dúzia em vários locais da Ilha. Em alguns pontos da ilha realizam-se os chamados “Magustos” que não são mais do que convívios com familiares e amigos que à volta do braseiro apreciam as castanhas assadas.

Uma diversidade de opções apreciada por centenas de residentes e turistas que enchem as ruas do Curral das Freiras no primeiro dia de Novembro. Saboreiam as variedades gastronómicas ao som de música regional a cargo de bandas e de grupos de folclore convidados para o evento.

A época das castanhas coincide também com as festividades de São Martinho, celebrado a 11 de Novembro. Por isso é comum ouvir-se na boca do povo a expressão: “Pelo São Martinho, nozes, castanhas e vinho.”

A festividade em honra da padroeira do Curral das Freiras foi, em outros tempos, uma das mais importantes da Madeira. Uma dimensão justificada pelo elevado número de forasteiros que ia à freguesia no último fim-de-semana de agosto. A par do que acontecia nos grandes arraiais madeirenses centenas de pessoas deslocavam-se a pé, em autêntica romaria. No tempo em que o acesso ao Curral era feito apenas pela antiga estrada regional muitos forasteiros optavam pelos autocarros “Eventuais” que faziam o transporte entre o Funchal e o centro da freguesia durante toda a noite.

Apesar dos novos tempos, a Festa de Nossa Senhora do Livramento continua a ser um arraial de destaque no Curral das Freiras, a par da Festa do Santíssimo Sacramento que acontece no penúltimo fim-de-semana de agosto.

» A Senhora do Livramento

As celebrações religiosas acontecem na igreja paroquial do Curral das Freiras, mandada construir pela Rainha D. Maria I, no séc. XVIII, em terreno doado pela Ordem de Santa Clara. No ano de 1910 os romeiros ofereceram um Coração de Ouro à Senhora do Livramento, num claro gesto de fé e devoção. No interior foram gravados os nomes de todos os sítios da freguesia.

Em redor da igreja e nas ruas principais do Curral das Freiras são montadas as tradicionais barracas de arraial. A festa é, regra geral, organizada por grupos de emigrantes naturais da freguesia que tentam fazer o melhor possível de acordo com a disponibilidade financeira.

Dia das Sete Senhoras

O 15 de Agosto ficou conhecido, em outros tempos, como o “Dia das Sete Senhoras”. Uma referência aos sete locais da Madeira onde se celebram as Festas Marianas que assinalam a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.

A tradição mantém-se e, em alguns casos, as celebrações, são consideradas as mais importantes para madeirenses e porto-santenses.

As festas decorrem anualmente, nesta data, nas seguintes localidades:

Nossa Senhora do Monte: freguesia do Monte (Funchal) e no sítio dos Lamaceiros (Porto Moniz);

Nossa Senhora da Graça: freguesias do Estreito da Calheta, Estreito de Câmara de Lobos e ainda no sítio da Graça (Porto Santo);

Nossa Senhora da Guadalupe: freguesia do Porto da Cruz;

Nossa Senhora da Ajuda: Serra de Água

As novas acessibilidades permitem aos forasteiros levar viatura própria quase até às “portas” do arraial. No passado os forasteiros vinham a pé de vários cantos da Ilha.

Em todos os casos a celebração religiosa é complementada com o típico arraial madeirense sendo, por vezes, a maior festividade da localidade por coincidir com a padroeira da freguesia ou sítio.

» Arraial do Monte

É o arraial de maior destaque no mês de agosto. Celebra-se a padroeira do Funchal e de toda a Diocese. Mais do que uma tradição, que se arrasta há largos anos, é acima de tudo uma manifestação de fé que atrai milhares de pessoas ao centro da freguesia. A festa estende-se do Largo da Fonte às Babosas, conhecida pela Capela destruída durante o temporal de fevereiro de 2010 (um novo projeto será erguido no mesmo local).

O ponto alto acontece na véspera, a 14 de agosto. Antigamente os romeiros vinham a pé, em romagem. Agora chegam de viatura particular, de autocarro e mais recentemente há quem opte por se deslocar ao arraial através do Teleférico que liga o Almirante Reis às Babosas. Um meio de transporte mais cómodo libertando o visitante dos problemas de estacionamento, sempre evidentes neste tipo de arraial.

A Festa fica marcada pela forte animação promovida, de forma espontânea, por grupos improvisados que ao som do acordeão, rajão e de outros instrumentos musicais, interpretam quadras ao desafio que chamam a atenção dos que por ali passam. Assim se justifica a expressão popular “No dia 15 de agosto, todos os caminhos vão dar ao Monte”.

As ornamentações merecem particular atenção complementadas com as tradicionais barracas de comes e bebes. A espetada, o bolo do caco e as típicas sandes de carne de vinho e alhos marcam presença obrigatória no arraial.

No dia seguinte a vertente religiosa destaca-se. É o culminar das novenas que antecedem o 15 de agosto (nove eucaristias que servem para preparar a festa). A cerimónia religiosa é presidida pelo Bispo da Diocese do Funchal. É também neste dia que os fiéis pagam as promessas. Alguns percorrem de joelhos as dezenas de degraus que dão acesso ao templo. As velas multiplicam-se bem como outros artigos em cera.

» Arraial da Graça

No Porto Santo o Arraial da Senhora da Graça é dos mais fortes da Ilha. Esta Festa está para o Porto Santo como o Arraial do Monte para o Funchal. No dia 14 de agosto é obrigatório subir à ermida da Graça. Um encontro da fé e da tradição.

A iluminação desce pela montanha ao longo de 500 metros aproximadamente. Na estrada empedrada juntam-se as barracas com as comidas e bebidas tradicionais. A Festa tem a particularidade de reunir os residentes mas também as centenas de pessoas que se encontram de férias na ilha, no mês de agosto. No dia seguinte é celebrada a Eucaristia seguindo-se a Procissão.

Nas restantes localidades da Ilha a Solenidade é assinalada de idêntica forma colocando em evidência a devoção do povo madeirense e de muitos emigrantes de passagem pela Região Autónoma.

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